quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Os amigos
Há 3 tipos de amigos.
Os amigos do desabafo, os “amigos” e os amigos dos copos.
Os amigos do desabafo são aqueles que falamos, falamos e eles calados acenam com a cabeça. Em algumas situações terminam o diálogo com um simples “pois é” ou então “eu já te tinha dito”. São os típicos amigos que dizem uma coisa e porventura devem pensar outras. Devem imaginar que é sempre a mesma coisa. Eu nunca mudo. Estão fartos disto ou um mais grave outra vez. Estes meus amigos nunca me falham. Duram anos e é para continuar. Geralmente, acabamos por conhece-los, em idade adulta. Por uma simples razão, quando somos putos não temos problemas.
Os “amigos”, são aqueles que temos menos tempo para eles e que melhor nos conhecem. Basta um olhar. Uma palavra. Um gesto. Geralmente já os conhecemos desde que nascemos. Já partilhámos uma vida. Já fizemos tudo. Obviamente que os “amigos” não sabem que existem os amigos de desabafo. Obviamente não se desabafa com eles apenas por vergonha. Com uma vergonha pura de eles pensarem que nós nunca mudamos, nem nunca iremos mudar. Torna-se claro que os “amigos” já não tem tempo para partilhar os copos. Evoluíram, mas o que não significa que seja no bom sentido.
Amigos dos copos. Sabemos apenas que estão ali por uma razão qualquer. Geralmente tem os mesmos gostos que eu tenho. Eu, reconheço, que não sou muito exigente. Não sei, nem quero, saber o que fazem, quais são os problemas, o nome, nada. Apenas és escolhido pelo cheiro, ou pelo aspecto. Geralmente não és nada daquilo que mostras. Acabamos a noite num local qualquer acompanhados e bêbados a gozar com tudo o que se mexe. Acaba-se por gostar de passar incógnito nas noites dos copos. Lembramo-nos uns dos outros nas noites de festa.
Livre e louco, como eu.
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