Desculpa amor.
Desculpa por não te ter escrito. Desculpa-me por ter fugido. Desculpa-me por desaparecer. Desculpa-me por evitar sonhar. Desculpa-me por desistir de te tentar. Desculpa-me por tentar viver o normal dos dias. Desculpa-me por ser tão vazio, assim depois das palavras que te escondo e evito falar. Quando sinto a tua respiração no meu pescoço e a minha te assusta.
Qualquer dia deste vou-te visitar. Qualquer dia.
Assim, vou-me ferir de dor. Vou provocar o meu vómito. Adormecer a um canto. Para depois acordar junto a ti. Somente a teu lado isto faz sentido. A semelhança da alma, vindo da luz e descobrir que sou capaz de apagá-la.
Hoje, estive com um amigo que foi pai. Eu disse-te. Contou-me histórias de OVNI´s sobre o rio Tejo. Eu sorri. É para estes desvaneios que eu me guardo. O rio Tejo separa-nos e agora é povoado por uns aliens verdes, suponho. A casa deles é como um prato, virado ao contrário.
Apareceu de dentro de água e fugiu no céu aos zigue-zagues. É para isto que me guardo.
A saudade imensa de desaparecer em ti. Vou-me deitar na espera que esta dor passe.
Desculpa amor por ter tentado fugir de ti, quando estás sempre aqui!
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