quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Os meus dias

Estou sentado numa esplanada a saborear o meu almoço, uma salada. Está salada tem aqui condimentos  que desconhecia, mas o sabor é extremamente saboroso, e a calma. Antes fui passear pela costa. Tem uma zona pedonal onde é possível ver o mar e sentir o seu cheiro. O bater das ondas é sempre um som bastante aprazível e audível. Durante a a manhã tive em reuniões simpáticas, uma para um projeto ao pé da tua casa, vou usar um pouco o que tu vês, acho isso simpático.

Tenho saído todas as noites. Não aguento o calor, mesmo com o ar condicionado ligado ando sempre a suar. Tomo vários banhos durante o dia, espero que isto acabe. Voltei a encontrar amigos de outras eras, continuamos na mesma. Uns acho-os ridículos, falam demais e julgam-se o que não são, outros a empatia continua a ser enorme. A amizade tem destas coisas. O Marco, não o conheces, tem-me apresentado algumas pessoas mas ele já desistiu, porque começo a ser rude e mal educado. Portanto saímos os dois, quando ele não tem uma nova companhia porque depois volta e conta-me a razão de ter desistido dos amores instantâneos. Não faço comentários, não tenho que fazer.

Tenho descoberto encantos na noite e no escuro onde aproveito para tirar fotos, algumas envio-te outras não. Desisti. Desisti de ti. Um bem estar não é sentires uma solidão no meio da multidão, não é sentir falta.

Porque depois de ti, estes têm sido os meus dias e hoje vai ser igual.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Depois

Eu e tu, que tal?

O tempo mata tudo. O tempo ajuda a criar um espaço que se torna demasiado grande para criar pontes. O tempo, neste momento o meu melhor amigo ou um dos. Tenho andado a pensar em ti, ainda não me esqueci nem noto grande diferença, mas por aqui fico. Tento respeitar a tua vontade e decerto vou conseguir o meu orgulho é terrível, eu sei. Depressa ficarei uma estátua de orgulho gelada e parada, com o tempo como aliado.

Já pensei em chamar-te nomes, mas nenhum se ajusta. Tentei inventar defeitos em ti, mas não consegui descortinar nenhum, a tua voz sempre alegre é mortal, essa gargalhada arruína-me. Já sei, o franzir de olho, posso considerar um defeito. Não posso? Se não for aceite sempre há a tua pronúncia é a minha bomba atómica, contra esta não estavas preparada.

Escrevo numa área de serviço, o meu carro está lá fora, pronto para me acompanhar em novas viagens. Já atestei o depósito. Estou a decidir. Hoje entro de férias mas não há aquela alegria de parar, o cheiro a liberdade enfim o resto. Vou fugir, quero ver luzes e gente, mas ao longe porque sei que não vou ser simpático. Vou inventar mil razões para me descobrir, ser humano é fútil, vou tentar. Depois escrevo.

Sim porque depois de ti, tenho tempo para tentar sofrer e escrever.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Eu estou aqui

Sentada numa esplanada, enquanto bebia um café e o vento batia-lhe nos cabelos e de perna cruzada, disse-me, que não poderíamos continuar. Que comigo sentia-se mais sozinha do que normal, que precisava de alguém que estivesse do lado dela, que vivesse o que ela sentia. Uma companhia porque eu não era isso, era outra coisa qualquer. O medo é o horror de te sentir e de te perder.

Por isso, continuo aqui. Fico por aqui enquanto te afastas. Acendo um cigarro e fico por aqui.

Não disse uma palavra, fico sempre calado na esperança que as coisas passem, porque não estavam aqui antes. Mais tarde trocámos mensagens, conseguimos comunicar muito melhor por mensagens. Somos um Textdependentes. O processo tinha iniciado.

Eu fico por aqui. Calado, em silêncio na esperança que fiques comigo.

Quando saí dali, desse inferno, fui ver o nosso mar. Perco-me em estradas, em pensamentos, tudo me faz lembrar-te.

Eu fico por aqui, porque aqui.

Procurei cantar, fazer chamadas desesperadas tudo para ter uma conversa sem nexo, go que me faça rir e voar sem ter o meu mundo preso a um chão qualquer. Recordo-me da primeira vez que te vi, o cabelo solto, conheci-te pelo cheiro. Das nossas conversas intermináveis e dos passeios que partilhámos. Nervosos, confusos e com vontade de perder tempo. Recordo-me dos esforços que fazia para conseguir ver-te. Do que sentia por não conseguir.

Mas eu estou aqui, sozinho.

Descobrimos um presente que depressa se torna um passado.

Sento-me, invento o meu mundo nesta minha nova casa onde o tempo não passa. Abro uma garrafa. Eu estou aqui e tu não estás por aqui.

Decreto

É oficial, tornou-se oficial o fim de qualquer coisa que havia entre nós. Decretámos o seu fim entre nós. O enterro vem depois. Muito depois, porque não se morre assim.
Provavelmente voltaremos a falar, se o conseguirmos. Eu sei que consigo destruir tudo, nunca tenho tempo e tenho medo de me sentir dependente de mostrar aquilo que não me orgulho. O partilhar assusta-me. O barulho incomoda-me. O medo de falhar, de não conseguir ser aquilo que de facto pretendes.
Estamos cheios e saturados de memórias e bagagens que fazem parte de nós. Reconheço que este é o caminho mais fácil, partir. Partir para bem longe tentar afogar as memórias que me incomodam.
A primeira vez que te vi, a primeira vez que nos beijámos, as noites que partilhámos. As frases que trocámos.
Tu foste aquilo que tive mais perto do bem estar e és muito melhor pessoa do que eu!
E assim fico, ao pé do nosso mar, lembrar-me do teu corpo, da tua força e do teu rosto.
Vou sofrer um pouco e tornar-me amargo, nunca fui muito simpático em despedidas.

terça-feira, 8 de julho de 2014

O que me faz viver

Ao fim ao cabo apenas nos escondemos, não achas?
Aquilo que vejo, tu não estás e aquilo sinto, tu não encontras. Longe mas sempre distante de nós eu invento-me, só mais uma vez. Por todas as vezes que descobrimos a janela abre. Sentes-me quando te falto? Quando te abandono na esperança de ser seguido?

Antes de ti, era eu e mais eu. Um eu elevado a uma potência gerada por mim, descobri que multiplicar-se era indiferente. Sou o elemento absorvente da minha vida, talvez o elemento neutro, ainda não sei bem. Percorro a calçada entre as luzes de neon que me fascinam, escondo-me das pessoas, não consigo ser simpático e canto. Canto com toda a força que tenho para te vencer.

Tu és aquilo que está a mais, aquela força que me domina. Entro na minha casa, deserta e aberta neste sonho que partilhámos. Foste tu aquilo que foi mais próximo do meu bem estar por isso me afasto. Aquilo que me faz viver é o que mata a  minha companhia. Vive comigo!

Tentei ser igual. Ser apenas mais um. Não te quero aqui, porque não quero perder.

Sempre o tempo me ocupo, eu calo-me.
Sempre que o vento me assusta, eu escondo-me.
Sempre que a vontade perdura, eu fujo.
Eu fujo..
E fujo! Continuo a fugir de mim em ti.
Sempre que o tempo me relembra, eu saboreio.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Encontro


Nunca estivemos perto como agora, não achas? Sim. A distância encurtou-se. Nunca estivemos tão perto de nos tocar. Reconheci-te logo, eu disse-te que isso iria acontecer. Reconheceste-me? Não me respondas, não. Eu não quero saber. Antes de ti eu não tinha a certeza, agora muito menos. As nossas certezas servem para se por em causa. Nunca estivemos tão perto de nos tocarmos. Nunca.

Reconheci o teu cabelo. Reconheci o teu sorriso. Reconheci o teu olhar. Reconheci o teu corpo. A tua pele. Reconheci o que sempre conheci. Eu e tu somos iguais nesta estrada que nos guia.


-Olá. Costumas vir aqui.
-Não. Vim aqui porque me disseste para vir.
-Pedi-te?
-Não. Fui eu que te pedi para me aceitares.
-Está vento.


-Vamos?
-Para onde?
-Isso é importante?


E assim seguiram à beira mar. Ela contou-lhe várias histórias que se revia a cada palavra. Ele escutava-a.
Muitas vezes ela apanhou-o a observá-la, às escondidas. Ela gosta disso mas nada diz. Ele nada diz a não ser observá-la. Tanta coisa por fazer e tão pouco tempo entre os dois.

Não tem novas mensagens

“Não tem novas mensagens”.

Um carro cinzento, numa rua pouco iluminada. Os postes de luz apagam e acendem como se tratasse de um qualquer placar de néon. O carro cinzento. Lá dentro, música. Anormalmente alta. Ouvia-se uma voz para afastar a solidão. O trajecto é sempre o mesmo.

Sempre mais do mesmo.

A mesma coisa.

Subi os degraus, sem acender a luz. O ódio de morte pela luz. As necessidades banais de iluminar um caminho. Um farol qualquer nesta minha enseada. Assim.

Lá em cima, no último andar. Abro a porta. Fecho a porta. Encosto o ouvido à porta. Delicio-me com o silêncio.

Deixo a minha pasta, cheia de sonhos e planos, em cima da mesa da cozinha. Olho para a marquise. Do outro lado luz. Abro a porta do frigorífico e retiro algo fresco para matar a minha sede. Entretanto, encosto-me à porta.

Sempre mais do mesmo.

A mesma coisa.

Teimo em carregar a tecla azul do meu telefone e do outro lado diz sempre a mesma coisa. “Não tem novas mensagens”. Nunca há novidades nesta terra. Nem um amigo, qualquer, que se lembre que deixou aqui um isqueiro, um filme, um copo, uma coisa qualquer. Também nunca dei este número a ninguém e não consta em qualquer lista telefónica. Não me interessa. Eu quero uma mensagem.

Agarro na minha bebida fresca. Cerveja, geralmente. Sento-me no chão encostado à porta. Daqui consigo ver luzes. Do outro lado um mundo. E eu, não tenho novas mensagens.

Depois de te conhecer, morro um pouco mais

terça-feira, 13 de maio de 2014

O que tu me fazes

Parei de escrever. Espero que tenhas notado. As palavras não saem. As ideias flutuam nas minhas históricas incógnitas. O que tu me fazes.

Onde me perco é o onde navegas, neste silêncio embaraçoso, eu aqui fico. Gritei. Ouviste. Paro, para esta dor poder passar. A dor da tua ausência. O que tu me fazes.

Nunca te perguntei nada e tu nada respondeste. Fizeste o mesmo. Absorvemo-nos pela alma. Aquilo que mais amamos é a nossa preservação. Estamos cansados de estar isolados quando tu me completas. Quando tu me preenches. Gostava de gritar o teu nome. Depois de te ter dito aquilo que queria, sorri. Passei o dia a sorrir. Uma alegria estúpida de ter sido honesto, contigo e comigo. Já passaram uns anos da última vez. Voltei a sorrir. Sem esforço. O que tu me fazes.

Gostava que estivesses aqui, a meu lado. Enquanto escrevo estes pensamentos inúteis. Este meu dormir que cansa. Estas motivações que me desorientam. Estas vontades que escondo. Esse teu olhar que aprendi a amar. Este teu vazio que me completa. O que tu me fazes.

Hoje, espero por ti, mais um dia. Olho ao meu redor e penso no que tu me fazes.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Abraça-me agora

Porque passaste por aqui?

Antes de tentar-te, flutuo em mim. A vontade nunca foi muita, pouco resta de mim no meu tempo.Perco tempo a salvar-te. Perco o meu tempo a saciar o meu desespero, e assim apareces-te. Desespero por isto tudo que me maltrata. Nada em mim vence a rotina. A rotina entregue à vida, que sem ti não se pode chamar o mesmo nome.Lembro-me quando te aproximaste, eu fugi, tu fugiste, fugimos os dois, para ficarmos no mesmo sitio. Agora e sempre venci o meu tempo.

Encontrámo-nos em palavras, perdemo-nos nelas.Nada daquilo que mostramos representa o nosso medo. O medo de nos termos, assim, tão bom, tão calmo e sereno por entre toques e sorrisos. Abraça-me, não me deixes ir embora. A pouco e pouco invento a minha realidade próxima da minha. A segunda lua do meu mundo, este mundo de caos e desespero. entre as nossas incertezas o perigo é sermos nós próprios e descobrirmos isso. Nada acontece se nada fizermos. O perigo de se estar parado, gelado entregue ao vicio do silêncio, abraça-me, que estou quase a partir.

Ele, há muito que tinha desistido de tentar, nunca tinha tempo, ela, sonhava por tentar. existem sempre os problemas irresolúveis e solúveis em água. Não existe tempo para se perder com o tempo que não te pertence. As riquezas de um silêncio é quando se quebra. Ela, Ela é ela, um reflexo, um espelho, uma sombra distorcida da realidade que projecto, assim fico e abraça-me, não me deixes partir.

Tudo começa num olá e acaba num adeus, o que me interessa é o que fica entre isso. A descoberta, o desejo e a irritação porque todas as histórias de amor são maravilhosas, porque são curtas. Mas maravilhosas para escrever.

Encontraram-se à beira mar, tinham combinado num telefonema, seco e curto.

-Quero-te ver.
-Porquê?
-Para isto poder morrer.

Morrer da mesma maneira que começou, entre palavras. Nunca será assim tão fácil. Abraça-me que eu prometo que te abraço também.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Um vazio entre nós

Se o universo produzisse algo mais semelhante seriam um só, as dores são as mesmas, o medo é igual. O medo de estragar aquilo que pode ser. Ninguém é perfeito mas a perfeição é cheia de imperfeições. Eu sou a tua imperfeição e tu, és o que conheço mais perto de um bem estar.

Conheci-te pelo cabelo e pelo cheiro. Pelas palavras, sempre foram iguais. Eles são duas linhas de comboio que não se cruzam mas nunca se abandonam!

Já te disse que és o momento alto do meu dia e com tudo o que significa. Eu sei que para ti são apenas palavras, para mim é muito, demasiado. É o máximo que te posso dizer. Somos, os dois, um vazio entre nós que preenchemos com os nossos espaços, que preenchemos com o nosso corpo que enchemos na nossa vontade. O meu dia não tem sentido se não te vir.

O meu dia torna-se mais difícil sem o vazio entre nós. Eu tinha-te dito que o primeiro beijo era imemorável, e foi. Tinha-te dito que ainda estavas a tempo de fugir, quem devia ter fugido era eu, entre o vazio entre nós.
Nunca se disse tanto em tão pouco, mas quer-se dizer mais e mais e muito mais.

Ela é como o vidro, ele sente que é tão fácil fazê-la chorar. Deve ser exasperante ver-te chorar, provávelmente chora no escuro e escondida, para ninguém saber que o sente. Ele não a quer ver chorar, não aguenta isso. Mas o vidro torna-se uma ilha de sonhos e esperanças que se inventa no final do dia para se reerguer com novas esperanças, isso eu não consigo. Tu consegues. Ela quer demasiado sentir, quando toda a gente sente por ela, idolatrada entre os mortais agitando o cabelo.

Eu e tu somos iguais, as barreiras eram tão altas que foram ultrapassadas com um passo. Ela e ele, com um vazio entre eles.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Esta noite



Esta noite vou-me perder. Vou-me perder por aí. Com uma esperança ridícula de ser encontrado. Uma vez mais. Como sempre. Dentro de mim.

As fotografias são cruéis. Captam o momento. Captam as sensações dos momentos. Momentos. Com o passar dos tempos já não nos reconhecemos ou não nos dizem nada. Tudo passa. O tempo mata tudo. Tudo. Até o corpo que nos envolve, lentamente.

O abismo. É negro e esta noite vou-me perder. Vou-me perder sem ti ou sem outra coisa qualquer. Enquanto escrevo sentado na minha cadeira preta neste escritório de divisórias vou contar enquanto espero pela tua resposta. Como faço sempre. Vou contar até 20. Dar-te tempo.

1, 2, 3, 4, mais devagar, 5, 6, 7, ou seria 6.

Descontaminação


Boa noite nós somos os Descontaminação, viemos para descontaminar as vossas almas!

Dizia ele agarrado ao micro enquanto dava uns toques no baixo. Eram livres. Já estavam prontos mais que preparados. As musicas estavam preparadas. Começávamos com o eterno "Maria João" passávamos pelo "Sóbrio", nunca esquecendo o "Diabo Apostólico"e entre outras acabávamos no "Tanto Faz". Tanto Faz? Eramos livre. Ah.

Eramos 5 ficámos 4.

O Pedro tocava na guitarra, o Sérgio dava-lhe na bateria, o Rui tripava nas teclas e eu amava o baixo. Eis os Descontaminação. O som era o mais puro possível, as letras o mais profundo possível. Até tinhamos público. Sério? Sim, desde que na letra falássemos de um amor qualquer. Saíamos da escola íamos a correr para a garagem. De quem era? Ao pé do mar.

Queriamos mudar o mundo. Mudámos o nosso mundo. Muito. Demasiado.

Começámos a perder os ideais. Perdemos a vergonha. Fizemos tudo que não deviamos fazer. Recordo-me das festas animais. Porquê? Era só aí que nos encontrávamos. Falávamos. Prometiamos o que não podiamos. Sempre descontaminados. Eles contaminaram-nos. Nós deixámos. Depois apareceu alguma coisa entre nós. O que foi? Não quero falar disso.

Eramos 5 ficámos 3.

Numa das nossas viagens, perdemos o Pedro. Como? Não quero falar disso. Desistimos aí. O Pedro era mais importante do que a música? O Pedro era um de nós. Nós eramos o Pedro o Pedro eramos nós. Como qualquer outro. Descobrimos que sentiamos a falta de nós. E que nós estavamos a mais uns dos outros. Não achas.

Eramos 5 não ficou nenhum.

Nunca mais nos vimos. Quando nos vimos evitamos olhar. Quando falamos dizemos o essêncial. Neste momento estamos contaminados e já não sentimos falta de nós.

Já passaram uns anos. mas dos 5 ficaram os sonhos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quero mais

Estava farto destas merdas, cansado das tuas tretas, Exausto por um fim. O teu fim no meu fim. Deixas-me bilhetes no mesmo sitio. É isso que somos, resumidos a um bilhete. A um sinal. Estou farto destas tuas coisas tão pequenas, que sabem tão bem. Perdido no teu fim. Sempre acabaste o nosso bilhete com um "Fim".

Quero ser mais.

Suspirei, enquanto o lia. Suspiro para tentar perceber-te. Nunca te entendo e por vezes falho. Uma equação é aquilo que quero que seja, o teu fim no meu fim. Os meus falhanços sempre te fizeram rir, eu ria-me por desportivismo, acompanhava-te com um sorris e dizia baixinho, desta vez ganhaste. sempre me fizeste chorar.

Quero ser muito mais.

Ligas-me quando eu não quero. Esqueces-me quando eu me lembro. Vou fazer tempo para tomar um banho, estou demasiado sujo para ti.

Ainda sabes o meu nome, por vezes perguntas por desafio. Eu conheço o teu corpo. Os teus sinais ligam-me no meu mapa. Cada curva do teu corpo é a minha onda de desespero. O teu pecado é o que eu sei de ti, tu és minha e sabes disso. Sabes que jamais te irás conseguir libertar e eu não te ajudo, eu quero que fiques presa a esse mal estar constante. Não é nada bom pois não? Eu sei, também o sinto.

Sou um eco nas tuas frases. Mas eu quero mais.

Hoje acordei e senti-me bem, giro. Fui elogiado por alguém que não conheces. Olhei-me ao espelho e reconheço que gostei, tem dias. Sou mortal e vivo em função de uma imagem que desmonto. Hoje eu sei que gostarias de mim, amanhã não posso dizer.

Depois de estar farto de ti, porque tu cansas, aproximar-me de ti, esconder-me em ti, resumi que quero mais, quero muito mais!

Beleza

Porra, a tua beleza magoa-me A tua calma impressiona-me A tua cara envergonha-me O teu corpo humilha-me A maneira com fal...