sexta-feira, 9 de maio de 2014

Abraça-me agora

Porque passaste por aqui?

Antes de tentar-te, flutuo em mim. A vontade nunca foi muita, pouco resta de mim no meu tempo.Perco tempo a salvar-te. Perco o meu tempo a saciar o meu desespero, e assim apareces-te. Desespero por isto tudo que me maltrata. Nada em mim vence a rotina. A rotina entregue à vida, que sem ti não se pode chamar o mesmo nome.Lembro-me quando te aproximaste, eu fugi, tu fugiste, fugimos os dois, para ficarmos no mesmo sitio. Agora e sempre venci o meu tempo.

Encontrámo-nos em palavras, perdemo-nos nelas.Nada daquilo que mostramos representa o nosso medo. O medo de nos termos, assim, tão bom, tão calmo e sereno por entre toques e sorrisos. Abraça-me, não me deixes ir embora. A pouco e pouco invento a minha realidade próxima da minha. A segunda lua do meu mundo, este mundo de caos e desespero. entre as nossas incertezas o perigo é sermos nós próprios e descobrirmos isso. Nada acontece se nada fizermos. O perigo de se estar parado, gelado entregue ao vicio do silêncio, abraça-me, que estou quase a partir.

Ele, há muito que tinha desistido de tentar, nunca tinha tempo, ela, sonhava por tentar. existem sempre os problemas irresolúveis e solúveis em água. Não existe tempo para se perder com o tempo que não te pertence. As riquezas de um silêncio é quando se quebra. Ela, Ela é ela, um reflexo, um espelho, uma sombra distorcida da realidade que projecto, assim fico e abraça-me, não me deixes partir.

Tudo começa num olá e acaba num adeus, o que me interessa é o que fica entre isso. A descoberta, o desejo e a irritação porque todas as histórias de amor são maravilhosas, porque são curtas. Mas maravilhosas para escrever.

Encontraram-se à beira mar, tinham combinado num telefonema, seco e curto.

-Quero-te ver.
-Porquê?
-Para isto poder morrer.

Morrer da mesma maneira que começou, entre palavras. Nunca será assim tão fácil. Abraça-me que eu prometo que te abraço também.

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