terça-feira, 13 de maio de 2014

O que tu me fazes

Parei de escrever. Espero que tenhas notado. As palavras não saem. As ideias flutuam nas minhas históricas incógnitas. O que tu me fazes.

Onde me perco é o onde navegas, neste silêncio embaraçoso, eu aqui fico. Gritei. Ouviste. Paro, para esta dor poder passar. A dor da tua ausência. O que tu me fazes.

Nunca te perguntei nada e tu nada respondeste. Fizeste o mesmo. Absorvemo-nos pela alma. Aquilo que mais amamos é a nossa preservação. Estamos cansados de estar isolados quando tu me completas. Quando tu me preenches. Gostava de gritar o teu nome. Depois de te ter dito aquilo que queria, sorri. Passei o dia a sorrir. Uma alegria estúpida de ter sido honesto, contigo e comigo. Já passaram uns anos da última vez. Voltei a sorrir. Sem esforço. O que tu me fazes.

Gostava que estivesses aqui, a meu lado. Enquanto escrevo estes pensamentos inúteis. Este meu dormir que cansa. Estas motivações que me desorientam. Estas vontades que escondo. Esse teu olhar que aprendi a amar. Este teu vazio que me completa. O que tu me fazes.

Hoje, espero por ti, mais um dia. Olho ao meu redor e penso no que tu me fazes.

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