quarta-feira, 14 de maio de 2014

Encontro


Nunca estivemos perto como agora, não achas? Sim. A distância encurtou-se. Nunca estivemos tão perto de nos tocar. Reconheci-te logo, eu disse-te que isso iria acontecer. Reconheceste-me? Não me respondas, não. Eu não quero saber. Antes de ti eu não tinha a certeza, agora muito menos. As nossas certezas servem para se por em causa. Nunca estivemos tão perto de nos tocarmos. Nunca.

Reconheci o teu cabelo. Reconheci o teu sorriso. Reconheci o teu olhar. Reconheci o teu corpo. A tua pele. Reconheci o que sempre conheci. Eu e tu somos iguais nesta estrada que nos guia.


-Olá. Costumas vir aqui.
-Não. Vim aqui porque me disseste para vir.
-Pedi-te?
-Não. Fui eu que te pedi para me aceitares.
-Está vento.


-Vamos?
-Para onde?
-Isso é importante?


E assim seguiram à beira mar. Ela contou-lhe várias histórias que se revia a cada palavra. Ele escutava-a.
Muitas vezes ela apanhou-o a observá-la, às escondidas. Ela gosta disso mas nada diz. Ele nada diz a não ser observá-la. Tanta coisa por fazer e tão pouco tempo entre os dois.

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