segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Decreto

É oficial, tornou-se oficial o fim de qualquer coisa que havia entre nós. Decretámos o seu fim entre nós. O enterro vem depois. Muito depois, porque não se morre assim.
Provavelmente voltaremos a falar, se o conseguirmos. Eu sei que consigo destruir tudo, nunca tenho tempo e tenho medo de me sentir dependente de mostrar aquilo que não me orgulho. O partilhar assusta-me. O barulho incomoda-me. O medo de falhar, de não conseguir ser aquilo que de facto pretendes.
Estamos cheios e saturados de memórias e bagagens que fazem parte de nós. Reconheço que este é o caminho mais fácil, partir. Partir para bem longe tentar afogar as memórias que me incomodam.
A primeira vez que te vi, a primeira vez que nos beijámos, as noites que partilhámos. As frases que trocámos.
Tu foste aquilo que tive mais perto do bem estar e és muito melhor pessoa do que eu!
E assim fico, ao pé do nosso mar, lembrar-me do teu corpo, da tua força e do teu rosto.
Vou sofrer um pouco e tornar-me amargo, nunca fui muito simpático em despedidas.

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