quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Aos amores de Verão


Estou numa área de serviço, liguei o meu portátil e resolvi aproveitar a rede sem fios, e lembrei-me de escrever. Escrever com calma e com vontade. Recordei-me de ti. Do que estás a fazer agora, com quem estás por agora e do que pensas agora. Eu penso em ti.

Na segurança da indiferença e do poder do anónimo aqui escrevo sobre nós os dois. Sei que jamais me irás ler ou reler ou atreveres-te a me procurar e assim me sacio. Lembras-te das cascatas e do puro silêncio do rio. O vento que teimava em maltratar os nossos cabelos, o calor sufocante e anestesiante em nós. O primeiro beijo. O primeiro toque.

A primeira paixão que se tornou forte em nós. O ver-te com outras pessoas e eu sempre indiferente. O reverso da medalha. Aprendemos a lidar com isso.

Se eu te tivesse aceitado. O que seria de nós. Se eu te tivesse cedido.

O gozo de te rejeitar quando me tu me tinhas feito o mesmo, foi mais forte. Demasiado.

Já passaram uns 15 anos. Sempre que passo pela rua onde trocámos juras de amor, paro. Onde. Inspiro este meu ar que rareia. Espero que isto passe. Dediquei-te uma canção escrevi-te um poema. Enquanto te olhava.

Lembras-te quando vieste ter comigo e pediste-me desculpa por gostares de me magoar.

Eu beijei-te. O teu beijo magoava-me muito mais

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