quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Dois
Não há vento. Está tudo tão abafado. Nem as arvores se agitam. Dizia ela enquanto observava uma gaivota ao voltar. Gostava de ser um pássaro qualquer, continuava. Ser livre. Mais livre do que sou. Poder voar nua e de pois deitar-me neste mar.
Sentaram-se numa esplanada. Perto do mar. Analisavam o que restava da vida. O que aceitavam dela e o que recusavam. Ela, falava de uma maneira incipiente. Ele, amuava. Falaram-se de coisas para as quais não tinham resposta. Sobre um vazio que os circundava. Das coisas que se sente falta. Do amor que se prolongou. O afecto que faltava. Das duvidas inerentes ao respirar. As ambições.
-Imaginavas-te assim com 35 anos?
Silêncio. Silêncio entre os dois. Silêncio para alem dos dois.
-Queres ir dormir a um hotel? Nunca dormi num hotel na minha cidade.
E assim partiram os dois. Entregue aos dois.
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