sexta-feira, 27 de março de 2015

Sim é para ti que escrevo

Um oceano de tempo e salgado nos separa enqunto as palavras nos aproximam. As palavras são mais fortes, resistem à força de um oceano, que o tempo não mata nem desgasta. Entregue a ti fico mais do que pretendo ser, sonho com aquilo que não tenho, tu. Tu és um mal estar permanente e viciante qe redunda no meu silêncio e no meu vazio mas que me preenche tanto com tão pouco. Em imagens te afogo, mas elas andam sempre à minha volta, imcomodam-me e maltratam-me, volto uma vez mais para fazer tudo de novo

Sim é para ti que escrevo e que me dou, sim é para ti as palavras que nos aproximam e o mar tenta afastar, vou procurar um barco que resista à força do mar mas nunca à violência de um beijo, o beijo que falta. Vou nesse barco à tua procura. Enquanto te escrevo,vou ficar por aqui tão longe de nós, sem as palavras que nos aproximam. Sm, é para ti que escrevo.

Esta noite, esstou estacionado numa esplanada qualquer, da minha terra, a capital cinzenta, sozinho, isolado. Não quero falar com mais ninguém a não ser contigo, mas tu não estás, nem podes estar. A minha Pop Star, é mais perto que conheco, anda por aí, livre. Mas esta noite quero estar por aqui, qualquer conversa soaria banal. O que diria aos outros? Seria difícil explicar que a minha Pop Star anda por aí, quando nem sequer sei o que mais gostas, o que detestas, se acreditas em nós, se nos descobriamos no meio da multidão. Promete-me que me descobririas, porque nos encontrámos em palavras.  

Sim é para ti que escrevo, criatura de papel, que mora nas minhas palavras, nunca estivemos perto, nem sequer no mesmo uso horáro, devia haver um lei que proíbisse
isso, mas sinto-te tão perto de mim e eu tão longe de nós.

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