Não te consigo esquecer. É impossível. Tu não foste uma brisa, foste uma tempestade que abanou tudo e destruiu tudo e tudo continua. Abanaste tudo, sabes que um abalo sísmico é a energia vezes a massa, tu és mais ou menos isso.
Tudo me faz lembrar-te, tudo. Tudo me faz recordar-te. Tudo, Aquela noite. A nossa tarde. Fomos tanto com tão pouco, assim, por mim e por ti. Fomos tanto. Lembro-me de tudo. Do teu sorriso, da vontade. És tão bonita, apetece-me apertar-te, não te largar. O teu sorriso, as caretas, fica. Fica só mais uma vez, depois podes deixar-me, até a outro dia. Fica porque queremos. Sabes que eu sou uma estátua de orgulho e assim serei, tu não. Fica para depois abandonares-me, como e quando quiseres.
Lembro-me do susto que apanhámos. Será o nosso segredo. Eu num avião e tu longe. Jamais seremos indiferentes. Sabes que jamais sairemos da vida de um do outro. Teremos sempre o nosso espaço. Lembro-me de não me importar. Lembro-me.
Falámos imenso que andámos sempre perto e nunca nos encontrámos. Era estranho. Estranho. Ambos, agora, sabemos porquê. Porque tu és uma tempestade de água e sal que inunda o meu espaço e agita a minha vontade.
Quero que saibas que não te consigo esquecer, até já.
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