O dia custa a passar sem o teu bom dia, não é o mesmo. A noite sem ti é monótona, é tudo uma pasmaceira. O teu boa noite faz falta e revela-se essencial para o meu bem-estar. Continuo a olhar para o telemóvel sistematicamente. O que tu não sabes é que sou uma estátua de orgulho parada. Sempre parada. Que nunca faz nada para alterar o rumo do quer que seja.
Quero saber onde estás, com quem estás. O Que fazes, o que vês. Quero saber tudo, quero sofrer. Sim, quero sofrer por ti. O sofrer faz-me sentir vivo. Devolveste-me isso. A vida. Onde era um vazio virou luz. O sorriso.
Tu sabes bem que eu ficava aí, nesse teu mundo personalizado e de cor de rosa. Eu morreria e vegetaria nesse teu mundo. Ficava contigo lado a lado, a suar. Nos teus braços eu perdia-me. Nos teus braços eu sobrevivia. Recordo-me quando te despediste da tua varanda e eu segui-a no meu carro cinzento. Vieste receber-me de toalha azul.
Vou guardar tudo o que fizemos e vivemos na minha memória. Não te vou dizer adeus, porque o que tivemos é imortal. Forte e irreal. Merecemos mais do que isto. Por isso digo-te até já, porque eu sei que vais voltar, eu sei que vais e eu vou a correr para ti e para isso basta fazeres um sinal. Eu espero.
Até já.
Muito bom!
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