Eu queria amar-te, sim tu, a tal que encontrei em palavras e vou perdendo em sonhos. Queria rasgar as tuas roupas, invadir o teu espaço, percorrer cada imperfeição com voracidade típica dos alucinados. Queria ter medo, muito medo mas entre toques e palavras, desafiamo-nos mutuamente. Assim. Entre o nosso sangue e suor que se evita na nossa guerra. Mais um passo e não volto atrás, já não consigo voltar atrás. Queria conquistar o teu mundo e depois colocar uma bandeira. Tatuar-te na tua pele branca a vontade do meu desejo. O teu mundo foi feito para ser conquistado com a violência de uma beijo, o meu? É quadrado, cheio de arestas vivas que me ferem que não aguentam a violência de um beijo. Queria trocar saliva, linfa e lágrimas, contigo, tudo num só olhar. Sentar-me no teu mundo e decorá-lo como tu queres. Pedir-te um desejo e enquanto o esperava, olhava para ti.
Eu queria incomodar-te, de todas as maneiras que acho reprováveis. Queria mostrar-te o quanto é menos do que imenso e que nada é apenas um ponto de partida. Queria fazer-te chorar para depois te fazer rir, queria fazer o teu coração pular, queria invadir-te e ficar. Parado. Assim. Cantando canções antigas. Encontrei-te em palavras, descobri-te na multidão.
Sem comentários:
Enviar um comentário